Preguiça, incapacidade e desnorteamento

directionless

Fazia muito tempo que sabia e também me dizia que deveria voltar a escrever aqui. Qual é a vantagem de ter um blog e não escrever nele? Nenhuma.

Dá preguiça e (ainda dará) preguiça – principalmente, em tempos de combo de smartphone + cama. Falta disposição de sair da cama e sentar à mesa, em frente ao notebook, pra falar de um monte de besteiras que nem interessam a outros a não ser você mesmo.

Mas tenho que exorcizar essa indolência e tentar transformá-la em algo produtivo.

Poucos novatos, se entraram aqui, ignoraram o título e tentaram achar que “transborde” alegria e empolgação, euforia (ou sei lá outra coisa parecida), vão se decepcionar.

Aqui é somente uma catarse retórica prum cara bem estranho. Meio bipolar. Meio desequilibrado também mas nenhum serial killer. Apesar de ser fã de Dexter e outras figuras obscuras, não vou matar ninguém. Somente quero mentalmente “matar” alguns dos meus muitos “fantasmas”.

Durante a rotina médica com a qual tenho q me lidar constantemente em função da minha “singularidade”, há muito tempo (pra ser mais exato), 13 anos, as maravilhas da depressão.

Quem já teve, sabe que não é nenhuma frescura. É desorientação pessoal. É confusão. Desnorteamento.

Não é que eu seja portador de alguma doença incurável. O que é irremediável é a frequência de problemas com os quais tenho que lidar. Isso vai gastando minha autoestima (se um dia tive alguma) e vai te transmutando de pessoa em “prontuário médico”.

O fato de ter sido internado duas vezes seguidas, no mesmo mês, infelizmente, acelerou o retorno desta velha conhecida. Também o fato de ter saído do hospital e, mesmo assim “livre”. ter q cumprir rotina de consultas. Isso td não é razão pra se alegrar.

Sabendo reconhecer sintomas de depressão, achei melhor me afastar de atividades rotineiras (incluindo trabalho) por medo de algum “surto de loucura” criar mais problemas do que os que já tenho. A isso vai se adicionando a recorrência de “nões” (plural de não) em diversas áreas da minha vida

É quando você percebe que o que você quer vai ficando mais inexequível. Você também tenta reduzir essa impressão, Aí cai na real.

Isto vai aumentando a sensação de incapacidade quanto à realidade.

Talvez seja alguma forma de crescimento pra minha imaturidade.

Talvez mas a frequência de palavras “empolgantes” aumente tb.

Talvez.

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