Sobre demonização e “escravidão”

Sou preferencialmente digital.

Fã da internet e das tecnologias surgidas após a popularização dessa senhora (parente de Tia Arpanet), a mesma que está possibilitando que você leia minhas linhas.

Com todo o respeito a essa senhora, você consegue viver sem ela nos tempos atuais?

Eu não.

Se você é desorientado como eu, sem bússola natural, consegue achar um endereço somente com instruções verbais, mapas em papel ou desenhos mal feitos, em vez de consultar o Google Maps?

Teria paciência para procurar um número de telefone e/ou endereço na lista amarela, tão antiga como telefones de disco ou ligar pro 102, em vez de consultar o Google ou outro site de busca?

Aguentaria o esforço para pesquisar o índice da Enciclopédia Barsa para saber em qual dos 23 volumes está a data de um fato histórico, sem ir ao onipresente Google?

Seria capaz de escrever e aguardar dias a resposta a uma carta, anteriormente levada a uma agência de Correios, em vez de enviar um e-mail?

Consegue ter e usar um aparelho celular sem Whatsapp?

Em tempos de pandemia e home office, como sobrevive à programação “vazia” da TV aberta, sem recorrer ao streaming?

“ESCRAVIDÃO”

Se existe escravidão positiva, sou “escravo” das tecnologias, principalmente, as digitais, tão necessárias em tempos de sustentabilidade e espaço. Não tenho vergonha de admitir essa “escravidão” porque não demonizo tecnologia. Tudo que me facilita a vida e poupa tempo não é pecado mortal.

O objetivo deste texto nunca foi, é ou será uma questão de “quem pode ou tem o quê”. Sou brasileiro, acostumado à desigualdade sócio-econômica e sei que tenho realidade diferente da maioria dos meus conterrâneos.

Mas não vou fazer papel de síndico do mundo.

Eu não.

DISPOSITIVOS

Tecnologias pós-internet vêm acompanhadas de dispositivos, canais pelos quais ela vem até nós. Desculpem a “heresia”. Muito antes da internet, já havia canais. Telefone, rádio, TV etc,

Sou “engolido” pela questão dos dispositivos.

Há dias em que não sei se largo o smartphone, me levanto pra ir ao notebook, pego o tablet ou ligo a smartTV pra ver streaming (sim, telas pequenas me incomodam).

Quando não ninguém vence a briga, pego o Kindle e ler algum livro, ainda que alguns digam que é incomparável a sensação de virar as páginas de um livro de papel. Este é outro capítulo que muitos discutem.

Eu não.

Continuarei digital.

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